Learning about to live..
Aprendendo sobre “viver” – o maior constante aprendizado de um ser.
Dúvidas,
indecisões, inseguranças, irrealização, expectativas, planos, pressão, futuro,
mágoas, rancores, raiva, impotência, inferioridade, culpa... A vida nos reserva
muitas coisas boas. Alguns são considerados sortudos e outros sem sorte, porém
há algo maior que rege essas leis da felicidade e da bem-aventurança, essas
leis que podem ser eficazmente sucessivas se forem tomadas de acordo com uma
natural habilidade de gerenciar todos os obstáculos que surgem na vida, muitos
deles o que escrevi no começo do parágrafo.
Absolutamente
não há como se passar uma vida inteira sem encontrar obstáculos, uma fórmula de
um modo de vida feliz que todos pensam alcançar é uma utopia. Problemas existem
e sempre vão existir, tudo depende do modo como lidamos com eles: podemos nos
identificar com eles e fazer com que realmente façam parte das nossas vidas ou
apenas observá-los e estarmos cientes da lei da impermanência, saber que tudo
passa e a partir de então procurar soluções para o que é possível mudar no
momento, ou aceitar dignamente e sem resistência o que não pode ser mudado no
momento.
A
utopia do modo feliz talvez possa ser alcançada, mais exige muito foco,
concentração, dedicação e esforço. Este termo “modo feliz” pode ser substituído
pelo termo “modo pacífico”, onde não é a felicidade que reina, e sim a paz. A
felicidade é passageira, ela é o pólo positivo, que infelizmente possui em sua
totalidade o pólo negativo, o sofrimento. Aí está o mundo dualista, em que nada
se soluciona e nunca se obtém uma resposta maior para os fluxos das coisas, da
vida e da natureza.
A paz é
algo supremo, alguns denominam como luz. É a sabedoria em sua essência
manifestada, sendo intelectualmente entendida ou não.
De modo
bem sucinto, aí estão expostos alguns pontos que nos levam a compreender um
estado maior e mais elevado que é possível de se encontrar, por mais esforço
que se possa exigir. O fato é que a teoria está muito longe da caoticidade da
prática. O empirismo nos é exposto como um mundo a parte, os movimentos do
mundo real são apenas parcialmente conceituados, somente o conhecimento teórico
não é o suficiente.
Tendo
em vista que vivemos em uma sociedade que nos suga muito e de nada ajuda a nos
desenvolvermos em nossa totalidade isto ainda fica mais difícil. A nossa
vivência já é algo que nos atrapalha, o nosso dia-dia nos consome, o simples
fato de acordar e ter muitas coisas para fazer, resolver e concretizar nos tira
de nosso verdadeiro interior, de nossos verdadeiros princípios, do nosso
verdadeiro eu.
Como
resolver esta incógnita então? Somente vivendo, doando, gratificando e aprendo.
Infelizmente assumo que não há nada exato e pontual no que escrevo como
solução. Viva!
Marcelo Pignatari 12/12
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